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Novo Real #1

  • Foto do escritor: Novo Real
    Novo Real
  • 12 de jun. de 2025
  • 6 min de leitura

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🧾 Na fatura da semana


💰 Bolsas & Valores

Todo mundo sabe que o ideal é ter uma reserva financeira para emergências, certo? Mas cada um faz isso do jeito que acha melhor: investe no banco, coloca na poupança, guarda embaixo do colchão ou… compra ouro.


No mês de abril, o preço do metal dourado aumentou 40% em relação ao ano anterior. O valor ficou acima de US$ 3.500 por onça-troy – unidade de medida para metais preciosos que equivale a cerca de 31,11 gramas. 📍 Um dos principais fatores que impulsionam o preço foi a incerteza diante das políticas monetárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


(Imagem: Desgosto)
(Imagem: Desgosto)

Crise geopolítica, tarifas descontroladas e medidas desproporcionais do Governo Trump motivaram investidores a comprarem ouro como um porto seguro numa possível guerra comercial. Desde o fim de 2022, os bancos centrais de vários países têm comprado mais do metal, como Turquia, Polônia, Índia, China e Azerbaijão.


Mas lembra da Lei da Oferta e da Demanda? ✏️ No mercado financeiro, quando um produto tem um aumento expressivo em pouco tempo, a tendência é que aumente a oferta dele. Com mais oferta, os preços se estabilizam e tendem a diminuir aos poucos. E foi isso o que aconteceu com o ouro, não quanto ao volume, mas quanto à circulação.


(Imagem: Tenor)
(Imagem: Tenor)

Há uma quantidade restrita de ouro extraído da terra; são cerca de 216.265 toneladas atualmente. 📈 Quando os preços subiram, as pessoas aproveitaram para colocar mais ouro no mercado – aquelas joias que estavam paradas em casa, sabe? – e receber uma grana extra. É por isso que agora o valor do metal está em queda. 📉 O preço já caiu para US$ 3.294,90 por onça-troy, ou seja, teve uma redução de 5,86% em relação a abril. Essa é a tendência para as próximas semanas.


E aí? 🗣️ Você acha que vale a pena investir em ouro como um porto-seguro financeiro?


📌 Fluxo oculto

Não nos conhecemos, mas tenho certeza que, em algum momento, você precisou comprar uma peça de roupa ou um medicamento para uma mulher na sua vida e notou como esse produto estava mais caro do que outro que cumpria a mesma função, mas não tinha o mesmo 🎀 fru-fru 🎀. É a clássica história da lâmina de barbear cor-de-rosa que custa três vezes mais em relação à azul. Pode parecer apenas uma coincidência, mas não: isso é o que chamamos de taxa rosa.


A taxa rosa é uma prática comum do mercado de cobrar mais caro por artigos destinados ao público feminino. Apesar do nome, ela não é uma tarifa real; apenas mais uma das consequências negativas de um mundo conduzido pelo machismo. Ainda não existe uma legislação que proíba a taxa rosa no Brasil, mas ela poderia ser abarcada pelo Código de Defesa do Consumidor. No entanto, faltam exemplos e casos judicializados na área, o que dificulta o processo.


(Imagem: Giphy)
(Imagem: Giphy)

Uma pesquisa feita pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em 2017 mostrou que as mulheres pagam, em média, 12,3% a mais em produtos idênticos àqueles direcionados ao público masculino – grosso modo, apenas por serem rosa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz, por outro lado, que as mulheres recebem, em média, 78% do que os homens ganham.

As mulheres realmente gastam demais, fazendo jus às piadinhas, ou apenas pagam mais caro pelos mesmos produtos?

Ganhando menos e gastando mais, não são necessárias grandes despesas para que a saúde financeira das mulheres entre em risco. Então, para driblar a taxa rosa, existem algumas medidas que elas podem tomar:

  • Saiba o que deve ser comprado 📋 o objetivo final não é comprar um remédio para cólica cuja caixa seja rosa, por exemplo, mas sim um que tenha Ibuprofeno na composição. São poucos os produtos que sofrem com a taxa rosa e não podem ser facilmente substituídos por outros; então, é essencial ter plena consciência do que você busca adquirir.

  • Opte por empresas engajadas 🤝 dê preferência a empresas que assumem publicamente o compromisso de eliminar diferenças de preços baseadas em gênero. Uma dica útil é conferir os relatórios de sustentabilidade das empresas que você costuma consumir; muitas vezes, essas informações estão lá.

  • Controle seus gastos 💸 quanto mais você desenvolver o hábito de cuidar de suas finanças pessoais, mais aguçado seu olhar fica – e, consequentemente, menores são as chances de você cair nas armadilhas do marketing.


💳 Coluna de crédito

Se você não vive isolado de tudo e todos, deve ter notado como os discos de vinil voltaram a ser uma febre, tanto no âmbito nacional quanto no internacional. Numa época em que a vida acontece no digital, voltar às raízes e consumir produtos vintage é o melhor caminho para ir na contramão e ser considerado cool. E o que é mais descolado do que precisar manusear uma vitrola para ouvir o último álbum do seu artista favorito?


(Imagem: Tenor)
(Imagem: Tenor)

Além do valor estético, esse tipo de mídia foi ressignificado em comunidades periféricas, movimentos culturais e entre artistas independentes. DJs de favelas, colecionadores populares e educadores musicais vêm utilizando os discos como ferramenta de conexão com a história da música brasileira – do samba ao hip-hop, do forró ao soul.


Entretanto, essa nova-velha estética lida com um obstáculo difícil de superar: o preço. Os discos, principalmente os importados, estão entre os itens mais caros da cadeia musical, e isso não se deve apenas à valorização do mercado, mas principalmente à política tributária. Como a Receita Federal informa, os vinis chegam ao país com uma carga de impostos que pode ultrapassar 60% do valor original. Em alguns casos, o valor final ao consumidor chega a dobrar.


Se o acesso à cultura é um direito garantido pela Constituição Federal, será que a população deveria ser refém de uma tributação tão elevada? A Lei do Livro, por exemplo, garantiu isenção fiscal para editoras e livrarias por mais de duas décadas. Mais recentemente, o Congresso Nacional isentou instrumentos musicais de impostos de importação.


(Imagem: Pinterest)
(Imagem: Pinterest)

Em tempos em que a arte e o lazer seguem com acesso limitado para grande parte da população, manter esses impostos elevados é ignorar completamente o papel social deles. Num país marcado pela desigualdade, políticas públicas precisam atuar a favor da inclusão, e isso significa rever a maneira como a cultura é tributada.


🐽 Rabicó explica

(Imagem: Novo Real)
(Imagem: Novo Real)

Três letrinhas estão aparecendo em todos os lugares nos últimos tempos: IOF. Mas você sabe o que elas significam? 💭

A sigla quer dizer Imposto sobre Operações Financeiras. Esse é um imposto federal cobrado de pessoas físicas e jurídicas que fazem operações de crédito, câmbio, seguro ou operações de títulos e valores mobiliários.

Ainda muito abstrato? Vamos a alguns exemplos: se você faz um empréstimo, paga IOF. Se você compra dólares ou euros para viajar, paga IOF. E se você faz uma compra internacional… já sabe, né?

👀 Essa sigla recebeu destaque depois que o Ministério da Fazenda aumentou o imposto em abril. A medida foi tomada para aumentar a arrecadação do Governo e conter os rombos orçamentários da União.

O Governo esperava arrecadar até R$ 18 bilhões em 2025, mas o Congresso não se mostrou muito contente com a nova taxação. Por isso, agora o Governo decidiu recuar e apresentar um pacote de medidas compensatórias à perda de arrecadação.

Mas a grande questão é a necessidade de encontrar outras formas de arrecadar dinheiro para as contas públicas. 💰 Sobre isso, o Ministério ainda não bateu o martelo, mas pensa em aumentar a taxação de apostas esportivas e cobrar Imposto de Renda de 5% sobre títulos atualmente isentos.

➡️ Não sabemos no que isso vai dar, mas da próxima vez que você vir a sigla IOF, vai saber do que se trata.


🪙 Cofrinho

DÓLAR: -1,95% | R$ 5,53 🔻 EURO: -1,09% | R$ 6,37 🔻 BITCOIN: +2,49% | R$ 601.452,28 🔺

Dados de 18h do 04/06 em comparação às 18h do dia 11/06


📊 Economídia

Na primeira edição da Novo Real, não poderíamos deixar de indicar #ela, que possui uma das vozes mais influentes do Brasil no campo da educação financeira: Nath Finanças.

Com uma linguagem simples e muito pé no chão, ela mostra que cuidar das finanças é possível para todo mundo, independentemente da renda. A Bloomberg Línea colocou a Nath na lista das 500 personalidades mais influentes da América Latina por quatro anos consecutivos – acho que dá para confiar, né?


(Imagem: Capricho/Nath Finanças)
(Imagem: Capricho/Nath Finanças)

Acompanhar ela nas redes sociais já é um bom começo, mas existem outras opções para quem quer se aprofundar mais: os livros que ela escreveu e a Nath Play, uma plataforma de streaming de educação financeira. Tudo isso pode ser encontrado no site dela, que você acessa clicando aqui.

Para dar o pontapé inicial, te indicamos as planilhas de controle financeiro e organização de dívidas 📝 que ela disponibiliza gratuitamente. É só preencher os seus dados nesta página e você já consegue baixar os modelos do Excel.


🛒 Investimento real

(Imagem: Novo Real)
(Imagem: Novo Real)

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